
Novecentos Idosos Institucionalizados em Lares de Terceira Idade
Pontualmente, registam-se pequenas oscilações que decorrem da ocorrência de óbitos mas nestas situações a descida da taxa de ocupação verifica-se apenas durante um curto espaço de tempo, de forma a seleccionar um novo residente de uma lista de espera que nunca se salda em zeros.
Segundo os responsáveis, "este intervalo de tempo pode variar entre uma semana ou duas, tempo que é o suficiente e o desejável para providenciar a preparação do quarto, bem como para visitar, conhecer e preparar o idoso para a sua institucionalização."
Como refere o responsável pelo CSSM, "a nova condição de institucionalizado corresponde a uma ruptura com o meio natural de vida do idoso, a uma alteração no seu modo de vida e exige uma grande capacidade de adaptação ao ambiente institucional por parte do novo residente no lar, que tem que lidar com todo um conjunto de novas emoções e realidades".
Outras Estruturas de Apoio
Para além dos lares de idosos, actualmente a Região da Madeira conta com 28 centros de convívio e 24 centros de dia, divididos entre oficiais de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e privados.
A valência de centro de convívio abrange cerca de 1.000 idosos e a valência de centro de dia, aproximadamente 600 utentes.
No entanto, Roque Martins realça que apesar de existirem listas de espera para estes serviços, a mesma não é muito significativa, nomeadamente quando comparada com a que existe para os lares.
Lares já não são Encarados como Depósitos
A chamada terceira idade, tal como a infância, exige da sociedade o assumir de responsabilidades, muitas das quais passam pela família. Numa altura em que todos os elementos da família tendem a exercer a sua actividade profissional fora de casa, os idosos, principalmente os que têm já pouca autonomia, representam um problema a resolver.
A resolução vai sempre no sentido de encontrar respostas que garantam, primeiramente, o bem-estar dos idosos e em segundo lugar compatibilizar a falta de autonomia destes com a vida agitada dos restantes membros da família.
"Os lares, centros de dia e centros de convívio permitem, valorizam e fomentam a responsabilização e ligação afectiva dos familiares e amigos ao idoso residente, não só através das visitas regulares, como também através das várias actividades sócio-recreativas desenvolvidas que chamam os familiares à participação activa e ao convívio regular com o idoso." Roque Martins, presidente do Centro Regional de Segurança Social.
A média de ocupação dos lares é estável e ronda sempre os 100%. Neste momento 416 idosos estão em lista de espera.

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